




















música para matadouros
Música para matadouros é uma série fotográfica que parte de imagens de uma relação amorosa passada para explorar a experiência da perda enquanto campo de tensão entre atração e dissolução. Mais do que memória, o que está em jogo é a construção de um imaginário onde o passado é reconfigurado.
A série surge de uma relação fraudulenta que se estabelece com o arquivo. Através da intervenção sobre os negativos — alguns deliberadamente danificados no processo de revelação e digitalização — as imagens deixam de funcionar como preservação fiel para se afirmarem como vestígios manipulados, reativados, desviados do seu referente.
Embora não concebidas como série, as fotografias revelam uma coerência latente, sobretudo na presença recorrente do mundo natural. Elementos como o fogo, a pedra ou a vegetação surgem desprovidos de localização, signos de um éden decadente onde pulsões de vida e de morte se entrelaçam.
Mergulhar no arquivo não para encontrar as pistas nem para cometer o crime, mas para que o crime se cometa contra nós.
OU: Temos sede e a água sai a ferver dos fontanários públicos. Bebemos.
songs for slaughterhouses
Songs for Slaughterhouses is a photographic series that departs from images of a past love relationship to explore the experience of loss as a field of tension between attraction and dissolution. More than memory, what is at stake is the construction of an imaginary in which the past is reconfigured.
The series emerges from a fraudulent relationship with the archive. Through interventions on the negatives — some deliberately damaged during development and digitization — the images cease to function as faithful preservation and instead assert themselves as manipulated traces, reactivated and diverted from their referent.
Although not conceived as a series, the photographs reveal a latent coherence, particularly through the recurring presence of the natural world. Elements such as fire, stone, or vegetation appear stripped of location, as signs of a decaying Eden where life and death drives intertwine.
To dive into the archive not to find the clues nor to commit the crime, but so that the crime may be committed upon us.
OR: We are thirsty and boiling water pours from the public fountains. We drink.